Para combater os ataques do golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) e parlamentares de sua base aliada contra os trabalhadores e as trabalhadoras de todo País, o Sindicato dos Urbanitários do Pará (Stiu-PA), iniciou nesta quinta-feira (20) uma campanha de sindicalização.

O Stiu, ligado a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), é o primeiro  sindicato a colocar nas ruas a campanha da CUT, lançada durante as comemorações dos 35 anos da Central, em agosto, intitulada “Sindicato Forte: Resistir e Conquistar”.

Logotipo comemorativo 35 anos da CUT

De acordo com o secretário de Organização e Política Sindical da CUT, Ari Aloraldo do Nascimento, aumentar o número de filiados é fundamental para fortalecer os sindicatos, especialmente neste momento de crise econômica e democrática, de aumento do desemprego, e de aprovação de medidas que tiram direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, como a reforma Trabalhista e a ampliação da terceirização.

“É importante fortalecer o sindicato na base mostrando para o trabalhador que o sindicato é seu instrumento de luta e de defesa de seus direitos”, afirmou Ari, ressaltando que, muitas pessoas acham que os benefícios são dados pelos patrões porque são bonzinhos, e não é isso. “A defesa dos direitos é feita com muita luta e organização e, para isso, um sindicato forte é fundamental”.

E a luta não se limita a defender direitos, diz o secretário, lembrando muitas conquistas que só foram possíveis porque os sindicatos tiveram atuação sindical combativa, forte e atuante. Entre os avanços nas negociações coletivas Ari citou  reajustes salariais, ganhos reais, Participação dos Lucros e Resultados (PLR), estabilidade, melhorias na saúde e na segurança do trabalhador e inclusão.

Para o presidente da FNU e diretor do Stiu-PA , Pedro Blois, a campanha ganha importância no contexto atual, onde foram retirados direitos trabalhistas promovidos pelo governo ilegítimo de Temer e a clara tentativa de enfraquecer os sindicatos.

“Na atual conjuntura, em que o golpista, com o patrocínio da elite brasileira, ataca os sindicatos, é fundamental estarmos nas ruas e nos locais de trabalho com esta campanha para mostrar para o trabalhador e a trabalhadora a importância de se sindicalizar. Só com um sindicato forte poderemos impedir os retrocessos advindos do golpe desde 2016 e lutar por mais direitos para a classe trabalhadora”, afirmou Pedro.

A campanha

Os urbanitários no norte do país já podem contar com um conjunto de peças publicitárias para dar apoio ao trabalho de base no convencimento sobre a importância da sindicalização para a luta dos trabalhadores.

A identidade visual proposta para a campanha baseia-se na mascote “abelha”. Utilizada em uma memorável campanha de sindicalização da CUT na década de 80, o conceito da abelha é apropriado como símbolo de união, trabalho e organização, pela forma como defendem seu território. Além disso, também contempla o resgate das conquistas do movimento sindical.

A campanha deve valorizar o conceito de que a união torna a classe forte, destacando os resultados das principais conquistas do movimento sindical ao longo da história.

Campanha da CUT na FNU vai crescer

A campanha está estruturada em duas etapas: 1ª etapa: interna, imediata, com distribuição de kit de materiais personalizáveis online e físicos para as Estaduais e Ramos, divulgação nas atividades e mídia interna da CUT e parceiros. E uma segunda etapa voltada para o público externo, com ações públicas em eventos e atividades e veiculação em redes sociais.

“Primeiro a gente vai começar com os trabalhadores e trabalhadoras da base e deixar o sindicato mais forte. O próximo passo será trazer mais sindicatos para a CUT, a maior central do País e da América Latina. Como diz nossa marca: juntos somos mais fortes”, afirmou o presidente da FNU, Pedro Blois.

“A FNU orienta os sindicatos que a campanha de incentivo à sindicalização também abranja os funcionários terceirizados e lembre que todos os trabalhadores não sindicalizados podem ficar sem os benefícios conquistados em futuros acordos coletivos de trabalhos”, completou o presidente da FNU.

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